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19 11 2013

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Fragmentos de duas espécies

17 06 2009

Meu coração despedaçou quando descobri que os sorvetes são feitos de uma substância proibida em vários pontos da galáxia. O governo da terra quer nos cegar para a verdade!
Meu coração despedaçou quando senti que minha vida era apenas um marasmo sentimental de coisas proibidas, que todas as criaturas no mundo eram apenas peças em um tabuleiro de xadrez.
Meu coração despedaçou quando minha capacidade de sonhar foi substituída pela loucura plena e absoluta, quando minha vontade de lutar virou apenas um sopro vazio no desespero.
Meu coração parou ontem à noite, depois de comer mais meia dúzia de cachorros-quentes.
(…)

Minha substância alucinógena é a responsável por milhões de poeiras cósmicas criadas pela minha mente. Um sopro criativo que abandona meu corpo e se materializa em uma forma carnal, impossível de ser vista a não ser por mim.
Meus olhos sofrem de algo que não posso explicar. Uma doença totalmente nova e imaculada, pouco estudada pela ciência e criticada pela maioria das pessoas que gostam de me julgar. Penso em me tornar a fonte para todos os problemas da humanidade, assim voltaria a sonhar com a cura?
Não acredito mais na minha força. Não acredito no cosmo que rege meu destino. Prefiro lutar pela igualdade de minha criatividade do que a igualdade de meu espírito. Prefiro sonhar apenas mais uma vez, do que olhar para trás e perceber que fui um nada arrogante. Um assopro de tristeza melancólica.





Ficção

5 06 2009

Sugestão hipnótica + X

Sugestão pós-hipnótica e sonho com universos paralelos.
Sou um homem com uma metralhadora e enfrento zumbis. Visto um capuz vermelho e entrego vísceras e testículos de boi para os vizinhos no bosque.
Acordo e descubro que no meu lugar um anão halterofilista dá assistência pra minha mulher. Todo o ódio se foi. Sento no sofá enquanto os dois praticam o bom e velho entra e sai.
Coloco um disco na vitrola. Escuto Vivaldi e as Quatro Estações.
O procedimento funcionou. Encontro a paz interior e um espírito elevado.
O disco gira na vitrola enquanto observo a agulha transformando buracos em som. Estou em um estado de não violência. Os dias de espancar minha mulher se foram, agora só existe a música.
O telefone toca e me traz de volta ao mundo real. Os gemidos no quarto me fazem duvidar que o anão seja humano.
– Ei cara, vamo pra boate.
– Que?
– Vai bombar hoje lá, cara. Vai ter muita mulher gostosa. Larga essa escrota que gosta de apanhar do marido.
– Que?
– Quem tá falando? Chama o anão porra! Eu quero o anão.
Arranco o telefone da tomada e volto pro Vivaldi. O anão que se dane. Ele que fique preso com a vadia da minha mulher.





Crônica

10 05 2009

Ventos uivantes e o technobrega comendo solto

Uma análise de um apartamento mergulhado em um estilo musical duvidoso

Enquanto o dilúvio é anunciado por uma forte ventania, eu fecho as janelas tentando escapar da sua fúria. O vento entra pelas frestas com um assobio assustador, como se fosse o grito de um gigante flamejante cuspindo fogo em seus inimigos.

Eu abro a janela e o gigante se vai. Ao longe, o technobrega come solto.

Enquanto filósofos do passado perdiam seu precioso tempo em campos que teorizavam sobre nossa existência mundana, eu utilizo meu cérebro tentando entender a mente de outro ser humano.

A grande pergunta aqui não é, “de onde viemos?”, “para onde vamos?” ou “o que vamos comer no almoço?”, a maior questão envolvendo os mistérios da humanidade é “por que alguém escuta isso?”.

Nove entre dez pessoas que eu conheço condenam o technobrega, todas concordam em se tratar de um mau gosto doentio. Essas nove pessoas compartilham da crença de que esse estilo musical foi criado por chineses, que durante a grande guerra buscavam novos e aprimorados métodos de tortura. Por uma combinação de situações curiosas, a técnica chegou até o Brasil (mais especificamente à região Norte) e instantaneamente virou febre para a população local. Pessoas que possuem uma alta tolerância à vergonha, entopem loucamente festas de technobrega onde dançam alucinadamente e fazem gestos (que a primeira vista podem ser considerados ‘apenas estúpidos’) mostrando todo o seu amor pela ‘música’.

O technobrega faz um sucesso estupendo na periferia, mas não é exclusivo dela. Cada vez mais as pessoas da chamada ‘classe média’ escutam estas ‘músicas’, passeando em seus carros com o volume mais alto, achando que compartilhar a ‘bela canção’ que escutam, com todos, os fazem pessoas legais, ignorando por completo que aquela atitude os tornam perfeitos idiotas.

Talvez o maior problema do technobrega seja esse. Por ser apreciado por pessoas sem cérebro e pessoas de baixa renda, uma aura de preconceito surgiu sobre ele. A negatividade que caiu sobre a ‘música’, por ela ser escutada por babacas, fez com que nós, pessoas metidas a pensadores, que acham que tudo que não gostamos não passa de merda, condenemos o technobrega por acreditar que escutá-lo fará com que nosso cérebro derreta em uma espécie de massa uniforme, com cheiro (e gosto) de vômito. Tornando-nos tão estúpidos quanto aqueles que apreciam o ‘estilo’.

Tal julgamento não passa de babaquice e é próprio de uma mente raza e inferior. Não quero ser uma dessas pessoas. Ignorando meu pré-conceito, resolvo dar uma chance para a música. Fico em pé na sacada e o technobrega me atinge no peito. Inundando-me de ‘belas palavras’ e um ritmo ‘empolgante’.

Cinco segundos depois meu dedo do meio levanta-se em reverencia. O gigante flamejante voltou. Uma labareda chia pelo meu quarto, destruindo a festa ao longe, fazendo com que todos deixem de dançar e corram desesperadamente em chamas. A pergunta ainda persiste. O gigante dança em triunfo, seu nome é Estupidez. E eu o adoro.

* Todas as palavras entre aspas não passam de sarcasmo





HQ – Wolverine

4 05 2009

Era pra ter aqui um especial contando a história do wolverine, que foi a primeira hq que eu li de super-heróis. Mas o omelete já fez isso, então leiam lá…





Ficção

29 04 2009

Quando a situação chega a um ponto em que tudo parece ir para o espaço, trazendo de volta a terra uma raça de alienígenas obcecados por **s, o ser humano descobre que está incapacitado para resolver as grandes coisas da vida. Para garantir sua sobrevivência, um grupo de figurões políticos de doze países resolve juntar dinheiro garantindo verba para a criação de um grupo especial. Grupo este que tem o objetivo de salvar a raça humana dos perigos terríveis que estão a espreita. A seguir apresentamos as aventuras do:

ESQUADRÃO MAGNÉTICO

O transporte era feito através de um daqueles caminhões que transportam gado e o cheiro bovino dali incomodava veementemente William Shatner, o mais novo membro do esquadrão magnético, chamado as pressas para substituir Famanchu que no momento sofria com um quadro grave de pedras nos rins.

Shatner olhou ao redor para seus companheiros de equipe. A hostilidade parecia ter diminuido bastante em relação ao dia anterior. Ele sabia que

William Shatner, mais durão e elegante do que qualquer 007 um dia vai ser

William Shatner, mais durão e elegante do que qualquer 007 um dia vai ser

aquele cheiro não incomodava só a ele, e achava que era uma boa oportunidade de tentar se aproximar de seus novos companheiros:

– Cheiro ruim, hein? – comentou Shatner com um sorriso que convidava qualquer um a um diálogo.

– Realmente, parece que uma vaca realizou o bom e velho entra e sai aqui a noite inteira – respondeu Lopes um grande fã de Laranja Mecânica.

Na verdade Lopes era um cara legal e gostava de Shatner, a imagem lendária do capitão Kirk estava gravada permanentemente em sua mente. Lopes considerava William Shatner um grande ator e acreditava que o homem tinha atingido a maturidade com o advogado canastrão Danny Crane na excelente série, Boston Legal.

O único fato de Lopes ter agido de forma hostil em relação a chegada de Shatner na equipe tinha sido por influência do outro membro da equipe, uma pessoa tão cretina que você acaba concordando com qualquer coisa que ela diz, só pra ela não encher o teu saco. Era esta pessoa que Shatner tinha que conseguir a simpatia se quisesse manter um bom relacionamento com seus colegas e ele sabia disso.

– E você, Jaspion? O que acha?

– Eu não consigo sentir esse cheiro, minha máscara purifica o ar – respondeu Jaspion do jeito mais escroto que conseguiu.

Jaspion e sua babaquice fazem pose para foto

Jaspion e sua babaquice fazem pose para foto

– Sorte a sua, hein amigão?

Jaspion aproximou-se de Shatner, ofendido.

– Escuta aqui ‘amigão’. Eu sempre achei Star Trek uma merda, sempre preferi Star Wars. Na minha opinião você é um atorzinho tosco que ficará eternamente preso ao mesmo papel. Acho que a equipe vai ficar – e já ficou – uma merda agora que você entrou no lugar do Fumanchu. Portanto só se dirija a mim se tiver alguma coisa a falar sobre nossa missão.

– Ei cara – retrucou Shatner – eu só quero fazer o melhor trabalho possível assim como você.

Jaspion emputecido afastou-se até o fundo do caminhão onde permaneceu o restante da viagem observando a estrada. Lopes coçou a cabeça como se constrangido pelo amigo.

– Ele é sempre assim? – perguntou Shatner.

– Sempre – disse Lopes – um tremendo *** no **. Se você perguntar minha opinião isso é falta de sexo.





Especial

24 04 2009

O segredo para qualquer site alcançar o sucesso é conhecer bem o seu público e sempre trazer as informações que ele deseja. Como este blog não tem público e desde a sua criação só umas quatro pessoas entraram aqui, farei desses ilustres desconhecidos meu público. Tais pessoas vieram até aqui unidos por um único ideal e uma mesma dúvida. Todos eles queriam saber:

COMO SE TORNAR UM CIRURGIÃO

Que espécie de imbecil pergunta ao google como se tornar um cirurgião? Sério. Essa é uma das profissões que requerem um pouco de cérebro, e se você acha que a melhor forma de começar é perguntando ao google, bem, digamos que você não preenche os requisitos.

Mesmo assim você chegou até aqui, mostrou ser um cara interessado e antes de você começar a pensar “quem esse babaca pensa que é pra falar assim comigo?”, irei lhe dar algumas respostas rápidas a respeito. Mesmo que eu não seja profissional no assunto, listarei coisas importantes a se saber a respeito:

1)Estude feito um condenado:

Como já dito ali em cima, para ser um cirurgião você precisa de cérebro acima de tudo (é claro que ter culhões também [fiquem calmas meninas, é apenas no sentido figurado] para encarar todo aquele sangue). E você só vai conseguir ter um cérebro estudando. Não vá pensando que ser cirurgião é só abrir pessoas porque não é. É preciso todo um conhecimento teórico por trás.

[Se você em algum momento pensou ‘que burro, todo mundo tem um cérebro’, essa profissão não é pra você]

Turk um dos 10 melhores cirurgiões do mundo

Turk um dos 10 melhores cirurgiões do mundo

2)Entre em uma universidade de medicina:

Os cursos de medicina tem um auto grau de concorrência, portanto fazer o item 1 é essencial para que o item 2 ocorra. Isso impede que qualquer imbecil entre no curso e seja um péssimo médico (isso não quer dizer que não existam péssimos médicos). É durante o curso de medicina que você vai aprender a ser um cirurgião.

Na minha opinião as universidades inventam essa concorrência absurda pro curso de medicina, se não o fazem deveriam. Por exemplo, só deveria passar alunos que tirassem acima de 9,0.

Bem, é isso… Viu, não foi tão difícil. Nada que você não poderia ter deduzido por si só. Para terminar umas ultimas considerações sobre o assunto:

A) Se você não curte estudar essa não é a profissão pra você;

B) Se você sente apenas um desejo incontrolável de cortar pessoas interne-se em alguma instituição psiquiátrica, pois você é um psicopata;

C) Jamais treine cirurgia em você mesmo, em parentes ou animaiszinhos. Se você já fez algo parecido, POR FAVOR, procure tratamento. Estou falando sério.