Nossa senhora de Nazaré a saga que não quer acabar

9 10 2008

Feijó: O que vamos fazer esse final de semana, ó destemido líder?

Rogério Skylab Jr: Sei lá, o mesmo de sempre. Jogar cartas, beber, ficar doidão e sair quebrando coisas pelas ruas.

Campelo: Bem camaradas, este final de semana é o círio.

Rogério S.J: E daí?

Campelo: Ora, é a maior festa dos paraenses. Nós reunimos a família, comemos, tem a procissão da santa…

Rogério S.J: Pois essa porra não me vale uma pataca. E caralho, quem diabos é você?

Feijó: É o meu primo Campelo, eu trouxe ele pra fazer parte da nossa organizaçãozinha.

Rogério S.J: Que organização, ó bratchi?

Feijó: Essa nossa gangue.

Campelo: Eu gosto de comer maniçoba, pato no tucupi…

Rogério S.J: Meu amigo Feijó, você, seu primo e esse tal círio podem ir para o diabo. Eu vou beber sozinho e pegar umas garotas para o bom e velho entra e sai…

Feijó: Ah, não fala assim…

Campelo: E sempre tem uma coisa gostosa de sobremesa, ano passado teve pudim de leite, doce de cupuaçu…

Rogério S.J: Pro inferno com qualquer coisa que tenha qualquer letra da palavra religião! Que queimem todos no inferno que eles mesmos criaram.

Rogério Skylab Junior, acabou acordando de ressaca em uma sarjeta. Ele notou uma multidão andando por ali e pensou que ele tinha sido injusto. O círio era mais idiota do que ele pensava.





3 de outubro de 2008

3 10 2008

Rogério Skylab Jr: Veja como a evolução tecnológica rompe barreiras e ultrapassa todos os tabus da raça humana. Veja como os autônomos estão tomando conta de todos os lugares possíveis e seja testemunha do início da revolução das máquinas.

Feijó: Sei, sei. Você é muito sensacionalista. Você tem algum assunto para ilustrar o seu ponto de vista?

Rogério Skylab Jr: Ó, irmão. Abra seus olhos e deixe este pequeno impulso elétrico caminhar de sua pupila para seu córtex cerebral e testemunhe mais uma evolução. Uma igreja em algum lugar aí está agora aceitando cartão.

Feijó:

Rogério Skylab Jr: Sim, meu bom irmão. Agora os fiéis podem pagar seu lugarzinho no céu em até 4x sem juros. Ainda lembro antigamente quando as transações com Deus eram feitas em uma pedra em cima de um penhasco e uma faca atravessando a carne de um animal. Logo logo as pessoas perderão sua virgindade com robôs, e o mundo será dominado pelas máquinas.

Feijó: Não sei porque, mas eu fiquei completamente entediado, assim, do nada.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL784045-5605,00-CATEDRAL+DE+RIBEIRAO+PRETO+PASSARA+A+ACEITAR+ATE+DIZIMO+NO+CARTAO+DE+CREDIT.html

——————————————————————–

Enquanto isso no dia primeiro de outubro de 2006

Missão eleitoral

Eleições 2006. Dia de acordar cedo para ir votar. É de responsabilidade de todo cidadão exercer seu dever cívico. Exercer porra nenhuma. Essa democracia nojenta me irrita. Me irrita também aqueles que fingem que tudo está bem.
Então eu acordo cedo (1 da tarde) e procuro meus óculos escuros. Claro, tenho que fazer uma pinta de escrotão. Mas não encontro. ‘Porra! Lá vai eu ter que encarar esse sol filho de uma concubina na cara’. É nessas horas que eu concordo com a Patty (do carismático seriado Chaves), “…o sol é inútil, ele só ilumina de dia, quando está claro. A luz elétrica é muito mais útil, ela ilumina de noite quando tá tudo escuro…” Perfeito, não podia ser melhor colocado.
Conforme vou chegando na minha zona eleitoral, agora eu sei porque chamam de zona, descubro que a putaria de todos os anos está diminuindo. Tudo bem, ainda existe aquele caos infernal de pessoas e tudo o mais, mas não vi nenhum lazarento agitando aquelas bandeirinhas.
Entro no colégio e caminho pelos corredores.
“Dobra, vai direto e entra numa grade” foi a instrução que me deram, não pude deixar de pensar na prisão. Conforme seguia meu nobre caminho e via aquelas filas imensas na minha frente, um único pensamento veio em minha cabeça ‘Putaquepariu’, mas qual foi minha alegria ao entrar na tal grade e ver que a minha zona estava vazia…
Após poucos minutos eu já fazia o percurso de volta olhando com desprezo para as pessoas naquelas filas imensas. Um sorriso enorme podia ser visto em meu rosto e eu adorava aqueles olhares invejosos. No fim, não pude resisti em virar para trás, levantar a mão direita com a palma aberta e gritar “Até mais, OTÁRIOS”…
E o domingo continua…

Esse ano tudo acontecerá da mesma forma.