Algumas coisas se tornam engraçadas quando lembramos.
Ontem eu estava caminhando tranquilamente pela estrada a caminho de Monthar quando um dragão apareceu. Por Odim! Aquele era um dragão enorme. Saquei meu martelo mágico e trouxe todo o ódio do trovão para aquela criatura. Ele não sentiu nada.
Lutamos por quase seis horas e destruímos mais ou menos umas oito vilas, quando vi uma criança. A criança chorava assustadoramente. Seus gritos estridentes arranharam todo o meu córtex cerebral me causando um pouco de repulsa àquela pequena criatura. O dragão ficou completamente aborrecido e matou-a. Aquilo me deu uma idéia.
Eu recuei um pouco para executar meu grande plano. Usando minhas sandálias da velocidade burlesca, corri ao redor do mundo apanhando o máximo de bebês que consegui. Então voltei até o dragão.
Eu tinha cerca de trezentos bebês chorando enfurecidamente. Só não enlouqueci pois habilmente tinha colocado tampões mágicos, que ganhei em outra ocasião de uma bruxa em troca de sua vida. O dragão caiu em um frenesi insano de loucura e tentou matar todos os bebês com um poderoso ataque. Sentindo aquela oportunidade, usei o meu absurdo poder em um ataque centralizado ao dragão. Eu estava exausto, mas finalmente o dragão tombou perante meus pés.
Eu mal conseguia ficar de pé, cercado por aqueles cadáveres de bebês. Eles eram heróis e eu sabia disso. Gastei um minuto de silêncio, na chuva, em memória àqueles pequenos heróis e então eu fui em busca de uma taverna. Lá eu continuei honrando a memória dos pequeninos e bebi vinho a vontade. Depois **** uma meretriz para recuperar meus poderes.
A viagem para Monthar seguiu sem maiores incidentes.